O futebol perdeu a humildade

O futebol perdeu a humildade. O futebol perdeu a essência. Já não vemos tanta raça em uma partida como a alguns anos. O futebol virou um emprego ou uma máfia.
Emprego

Não estou dizendo que o jogador não deva receber pelo trabalho executado dentro de campo, se dispondo dia após dia a um treino duro, rígido, cansativo. Mas em campo não vemos isso sendo correspondido.
O que vemos são jogadores que, na maioria, não se preocupam com a história do clube que veste a camisa, com o legado de muitos que já passaram por ali e, sim, ensinaram o que é raça e amor a sua torcida.
Vemos atletas que, ganhando ou perdendo, sabem que seu salário estará na conta bancária, os esperando para serem gastos em carrões, relógios, ternos, penteados, etc…
Isso que dá colocar valores excessivos encima de pessoas para praticarem algo que deveria ser feito por amor e não por salário. Volto a dizer: Sei que eles tem família e não podem fazer isso de graça. Mas de qualquer jeito, o dinheiro sobe a cabeça.
Lembro-me dos peneirões que tinham nas cidades, onde jovens davam o seu máximo para se destacarem e terem uma chance nos grandes clubes do Brasil. Desses peneirões sim, saiam grandes craques que, aprenderam na luta, a valorizar a camisa que vestiam.
Peneirões que, muitas vezes, traziam ídolos dos times para ver a molecada jogar. Aí que a galera se esforçava mesmo pra fazer bonito, era daora.
Mas, o que houve com os peneirões?

A resposta é óbvia…

Veja mais:

Foram substituídos pelos empresários.

Máfia


Pra quem perder tempo indo de cidade em cidade procurando talentos, gastar dinheiro com olheiro, se o dinheiro e a mídia podem formar um talento para os clubes. O dinheiro compra tudo, o dinheiro transforma um ‘zé’ em craque. As vezes o ‘zé’ pode até ter um pouco de habilidade, mas futebol sem raça não é futebol.
Tantos jogadores, talentos juvenis, estão espalhados pelo Brasil/Mundo afora, mas não tem padrinhos, apoiadores ou empresários reconhecidos para os ajudarem a chegar nos clubes. O mercado não é apenas para comprar ou vender, mas também para ver quem entra no mercado. A visão futebolística é destinada ao “quem paga mais”.
Males
Muitos jovens de talento que não alcançam seu sonho de se tornar um jogador de futebol, por falta de oportunidade, são obrigados a procurar outras áreas para atuar para poder ajudar a família, levar sua vida como uma pessoa normal. Até aí tudo bem, mesmo que tenhamos muitos talentos, mas nem todo mundo tem sorte. O pior é quando se frustram com a vida e se entregam às drogas. Isso é lamentável.
Atletas que, como eu, assistem jogos pela tv e acabam reparando o nível de alguns atletas para serem chamados de profissionais. Até bate uma indignação por não sermos nós a estarem lá, jogando pelo nosso time do coração, tendo a oportunidade de aparecer para o Brasil inteiro na televisão. “Quem dera fosse eu, faria melhor que aquele ‘lateral’. Ele não demonstra tesão pelo futebol, cadê a raça?”. Isso que se passa pela minha cabeça.
E você, pensa a mesma coisa? – Comente no final do post.
Vemos muitos mais de jogadores fora de campo do que dentro dele. Jogadores que, muitas vezes, depositamos nossas esperanças, confiança para honrar a nação, mas sempre nos decepciona.
Usando aqui a frase do craque Neto, que de uns tempos pra cá começou a representar minha opinião; são Jogadores Celebridades, que se preocupam mais com a imagem do que com os resultados em campo. 
Sei que agora muitos de vocês começarão a me criticar por causa da imagem do Neymar aqui do lado, mas tudo bem, eu não ligo. Essa é apenas a minha opinião, você tem a sua e eu respeito.
Na sua cabeça você pode estar pensando: “Mas ele ajuda muita gente, muitos jovens”. Tudo bem cara, mas o assunto aqui não é filantropia. Estamos falando de futebol, títulos, coletividade, determinação, raça, paixão. Isso sim é futebol. 
Se Neymar não fosse bancado e amparado pela mídia e pelo pai dele, provavelmente já estaria no esquecimento a muito tempo. Você agora deve estar pensando no Messi, Cristiano Ronaldo, e tem razão em pensar neles. Eles também estão na lista dos jogadores milionários do futebol e eu não concordo com tanto dinheiro assim em um jogador só. Se for investimento externo como patrocinador, comerciais e tudo mais, ‘beleza’. De outra forma, acho muito dinheiro aplicado desnecessariamente.
Mas fazer o que né? Não sou dono de clube, e os donos de clube não estão nem aí com isso tudo. Eles tem dinheiro que não acaba mais.
Para resumir e não fugir no tema do texto. O futebol perdeu a humildade. E o verdadeiro futebol, aquele de várzea, aquele que proporcionava peneirões, aquele que unia a família pra ver jogadores com força de vontade, aquele dos tempos que me recordo onde havia Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos, Romário, Edmundo, Bebeto, Roque Junior, aquele futebol pegado, suado, fedido, mas que víamos paixão molhar as camisas…
… esse futebol está desaparecendo.
Talvez, quando perceberem, seja tarde demais.

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